PRIMEIRA ESPECIAL - Saindo de Goiânia com destino a Pirenópolis os competidores depois de um deslocamento inicial de 143km aceleraram pela primeira vez suas máquinas nos 83km da especial, a mais curta do rally deste ano.

 

Marcado por acidentes nas motos (Thiago Fantozi abandonou com o braço quebrado) quadris, e até mesmo carros e caminhões que bateram exatamente no km 187 a prova de hoje teve um balanço positivo para a equipe ProMacchina. O único problema enfrentado foi a pane no carro de Riamburgo Ximenes e Stanger Eller. Logo no início da especial tiveram problemas e não conseguiram completar o percurso.

 

Os outros pilotos da ProMacchina concluiram o percurso apostando numa pilotagem mais conservadora neste primeiro dia. Cotton declarou que "Logo no início percebi a dificuldade da especial, duríssima. Vimos muita pedra pelo caminho e ainda no começo um piloto de moto caiu e ficou atravessado na pista, descemos para ajudá-lo, pois ele não conseguia nem ficar em pé. Com isso ficamos parados socorrendo por mais de quatro minutos", relatou o piloto Cotton. Mais tarde a direção da prova descontou os quatro minutos que piloto e navegador gastaram socorrendo o piloto da moto.

Para Klever Kolberg  "Foi um dia puxado, forte, com muita pedra. Preferi não forçar porque foi só o primeiro trecho, mas pela dificuldade desta etapa já podemos prever como será o restante", afirmou o piloto do Valtra Dakar Eco Team, que fechou o estágio com o sétimo melhor tempo - 1h21min58s.

Klever afirmou ainda ter enfrentado problemas no caminho. "Passamos por um riacho e entrou água no filtro de ar. Isso tirou muita potência do motor, e andamos por cerca de dez quilômetros a uma velocidade muito baixa para o que o trecho permitia naquele momento. Continuamos assim até o filtro secar por completo e o motor recuperar sua força", explicou.

"Quando voltamos a acelerar, encontramos um carro na frente. Emitimos o sinal de rádio pedindo ultrapassagem, mas o piloto disse que não ouviu. Isso nos fez perder um bom tempo, porque andamos cerca de 40 quilômetros ‘telegrafando’ no acelerador - acelerava para chegar, e tirava o pé para sair da poeira do carro da frente", lamentou.

Para seu navegador Flávio Marinho de França, a especial foi de manter os olhos grudados na planilha. "Hoje não houve a mínima margem para erros. Bastante gente se perdeu. Apesar de curta, foi uma especial de muita navegação. Pena que para nós houve essa confusão no rádio, mas tecnicamente tivemos uma boa dose do que vai ser o rali daqui para a frente", apontou.

"Se geralmente a primeira especial do Sertões é a mais tranquila, agora só tende a piorar. O bicho vai pegar", prevê Kolberg.

 

 Confira o resultado da primeira etapa:

1-) Guilherme Spinelli/Yousseff Haddad - 1h18min10s
2-) Paulo Nobre/Filipe Palmeiro - 1h18min29s
3-) Luiz Eduardo Stédile/Deco Muniz - 1h19min51s
4-) Reinaldo Varela/Eduardo Bampi - 1h20min12s
5-) Maurício Bortolanza/Gustavo Bortolanza - 1h20min33s
6-) Cristian Baumgart/Beco Andreotti - 1h21min35s
7-) Klever Kolberg/Flávio França - 1h21min58s
8-) Marcos Cotton/Eduardo Costa - 1h22min03s
9-) Jean Azevedo/Emerson Cavassin - 1h22min30s
10-) Hugo Rodrigues/Kaiquie Bentivoglio - 1h25min06s

 

Amanhã no Rally dos Sertões 2011

 2ª etapa - 11/08

 Pirenópolis (GO) a Porangatu (GO)
 Deslocamento inicial: 40 km
 Trecho especial: 292 km (175 caminhões) - De acordo com a organização do Rally dos Sertões o terreno da segunda etapa será de muitas pedras e trechos longos onde as equipes poderão acelerar.
 Deslocamento final: 258 km
Total do dia: 590 km

 

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